André Mendonça elogiado por postura no caso Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça votou nesta terça-feira pela manutenção das prisões preventivas do pai e do primo do empresário Daniel Vorcaro, investigados no âmbito do caso Banco Master. Durante a sessão, houve divergências entre Mendonça e o ministro Gilmar Mendes sobre aspectos relacionados à condução das investigações.
Ao apresentar seu voto, Mendonça relatou ter recebido uma proposta que classificou como tentativa de “delação seletiva”. Sem identificar os envolvidos, o ministro afirmou que rejeitou a iniciativa.
“Me chegou uma proposta por um advogado, perderam o pudor, [dizendo]: ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não’”, declarou.
O ministro ressaltou que acordos de colaboração premiada devem partir da iniciativa da defesa e seguir os parâmetros legais previstos para esse tipo de instrumento. Segundo ele, seu compromisso é com o resultado das investigações e com a observância do devido processo legal.
Durante o julgamento, Gilmar Mendes fez referências à Operação Lava Jato ao abordar aspectos relacionados à condução de investigações complexas. Em resposta, Mendonça afirmou que o caso em análise possui características próprias e deve ser examinado com base nos fatos específicos apresentados nos autos.
“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira do nosso país”, afirmou o ministro no início de seu voto.
Mendonça também declarou que as investigações apontam para uma estrutura que ultrapassaria a prática de crimes financeiros convencionais. Segundo ele, os elementos reunidos até o momento indicam possíveis conexões com atividades típicas de organizações criminosas.
Ao justificar sua posição, o ministro mencionou relatos e provas que, segundo a investigação, envolvem intimidações, violência e possível infiltração em estruturas públicas de segurança.
Matéria em: https://goodprime.co/andre-mendonca-elogiado-postura-caso-master-138447/
Ao apresentar seu voto, Mendonça relatou ter recebido uma proposta que classificou como tentativa de “delação seletiva”. Sem identificar os envolvidos, o ministro afirmou que rejeitou a iniciativa.
“Me chegou uma proposta por um advogado, perderam o pudor, [dizendo]: ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não’”, declarou.
O ministro ressaltou que acordos de colaboração premiada devem partir da iniciativa da defesa e seguir os parâmetros legais previstos para esse tipo de instrumento. Segundo ele, seu compromisso é com o resultado das investigações e com a observância do devido processo legal.
Durante o julgamento, Gilmar Mendes fez referências à Operação Lava Jato ao abordar aspectos relacionados à condução de investigações complexas. Em resposta, Mendonça afirmou que o caso em análise possui características próprias e deve ser examinado com base nos fatos específicos apresentados nos autos.
“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira do nosso país”, afirmou o ministro no início de seu voto.
Mendonça também declarou que as investigações apontam para uma estrutura que ultrapassaria a prática de crimes financeiros convencionais. Segundo ele, os elementos reunidos até o momento indicam possíveis conexões com atividades típicas de organizações criminosas.
Ao justificar sua posição, o ministro mencionou relatos e provas que, segundo a investigação, envolvem intimidações, violência e possível infiltração em estruturas públicas de segurança.
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